estava pinçada entre os dedos ágeis.
prensada entre o algodão leve e a aspereza da novidade.
pensada entre a mente sem reação e o coração num trote.
a boca se arrastava como uma lagarta sobre a folhagem, deixando pequenos traços de brasa pela barriga, pelos braços, pelos flancos.
icandescendo, o sorriso se iluminou voluptuoso e o corpo se consumiu como lenha. dava pra ouvir o mastigar do carvalho. dentes pelando, que trituravam a casca outrora humida. o calor drenava, como sopro a água que, medrosa, tentou refugiar-se nos meandros do tronco. era toda ela vapor, não havia por onde escapar.
queimou devagar até as cinzas.
macias, como talco.
negras, como a visão que se tem ao fechar os olhos e se entregar ao sono.
queimou devagar até as cinzas.
macias, como talco.
negras, como a visão que se tem ao fechar os olhos e se entregar ao sono.

