O mel vermelho
que escorre
de minha boca,
pinga nos joelhos
Beijos em cacos
se a(poça)m do chão
Lentamente,
meu corpo rasga
o escuro do passado,
meus pêlos em alerta
Nua
A cintura ornamentada,
asiático leque,
sanfona uma melodia triste
enquanto danço e fujo
das lâminas e línguas
Pois se é a prata ou a chama
que me cortam
Minha pele, já em bronze,
nada sente
Na música estática
o único fio de dor
desenha-se perante o silêncio
cerrado entre meus dentes
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