Na ponta de seus dedos
um tapete negro e opaco
chicoteava furioso
a escancarar os dentes
As espumas salivavam
observando a presa
os olhos negros cheios de sal
Um zunido de ferro picou
todo o seu corpo
frio que lambia até o osso
molhado de mar
Era todo ele um poço de medo
um cais a alagar-se lentamente
na viscosa negritude de piche
De sólido, só solidão
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